Caminho em frente em passo acelarado
Talvez para chegar ao futuro
E esquecer o passado.
Caminho por esta e por aquela rua
Mais a outra e todas
Como quem segue a Lua.
Caminho também contra o vento
À procura, talvez de uma luz.
De algo que me de alento.
Caminho até as pernas deixarem
E os olhos se me fecharem.
Todos sabemos que o tempo não se cansa,
Mas será ele, já velhinho ou ainda criança?
Leio sobre outros, no ambito
De conhecer melhor a mim.
É a nossa luz interior que nos ilumina
Os caminhos a percorrer.
O dinheiro traz felicidade
A dependencia é que não.
Os estados fisico e psicológico
Andam sempre de "mãos-dadas".
Bonito é aquele que se ama
E não aquele que se exibe.
Poeta
Cada poeta tem um lugar
Feito de sonho e de papel
Onde só ele pode pintar
A sua Lua a pincel.
Lua
Princesa do meu universo
Menina sempre presente
És tu, nova; cheia;
Mingante e crescente.
Noitinha
É na tua escuridão
Que vejo luz e cor,
Num momento de ilusão,
De prazer e de amor.
No meu mundo tudo é diferente
Não há inveja em toda a gente
Há sim, união.
No meu mundo o ódio não existe
Ninguém sabe o que é estar triste
Reina a paixão.
No meu mundo somos todos iguais
Brancos,pretos e orientais.
Não há discriminação.
Nesse mundo que eu sempre quis
Há paz e amor, é fácil ser feliz
Mas tudo não passa de uma ilusão.
Vale sem rio
Um vale sem rio eu era
Se tu fosses o Douro
Quero-te tanto como a Primavera
Ao sol, o seu maior tesouro.
És demasiado especial
De ti não quero desistir
Sê o rio do meu vale
E voltarei a fazer-te sorrir.
Da minha Primavera
Sê o sol quente
E verás que a minha boca é sincera
E que o meu olhar não mente.
Queria pegar na tua mão
E para ti ficar a olhar
Abrir a porta do teu coração
E mandar o tempo parar.
Penso a ti a cada instante
Imaginando o teu rosto
Penso que sou teu amante
E que dos teus lábios
Partilho o gosto.
Quem me dera que fosses uma estrela
Para que todas as noites te pudesse ver
Mas ainda bem que não és uma estrela,
Pois se o fosses nunca te poderia tocar.
Quero ver os teus olhos
Mergulharem nos meus
Para que possas ver
O que eles vêm em ti.
O teu rosto eu nunca vi
Em tuas mãos nunca toquei
Procuro esse mundo que há em ti
Do qual tão pouco sei.
quinta-feira, 19 de março de 2009
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